Durante séculos, uma próspera comunidade judaica habitou Tavira. Médicos, ourives, mercadores e escribas contribuíram decisivamente para a vitalidade económica e cultural da vila medieval. Esta presença, documentada desde o século XIII, foi interrompida pelo édito de D. Manuel I em 1496.
A exposição apresenta objetos arqueológicos excepcionais, únicos no panorama nacional: um molde para produzir amuletos protetores (kamea), um espelho de fechadura em forma de mão (hamsa) e candeias de Hănukkāh. Descobertos no Adro dos Judeus e no antigo espaço da judiaria, estes fragmentos revelam práticas religiosas e culturais de uma comunidade quase esquecida.
A mostra assinala os 500 anos da passagem por Tavira de David Reubeni (1525), figura enigmática que trouxe esperanças messiânicas aos cristãos-novos perseguidos.
